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Com o perdão judicial concedido a Monique Medeiros, mãe do menino Henry Borel, a juíza Elizabeth Machado Louro, titular da 2ª Vara Criminal da Capital, ganhou projeção nacional, mas antes de se tornar um dos nomes mais comentados do Judiciário, ela já havia experimentado outro tipo de exposição: a dos palcos.
Embora tribunal e teatro tenham suas semelhanças, com ambos exigindo bons argumentos, personagens fortes e plateias/júris atentos, Elizabeth também é atriz e, em dezembro passado, apresentou o espetáculo “O Valor da Justiça”, na Praça da Justiça, no Centro do Rio, em uma montagem aberta ao público com os atores Stepan Nercessian, David Pinheiro e Jalusa Barcellos, sob direção de Ginaldo de Souza.
A magistrada presidiu a audiência de instrução e julgamento do caso Henry Borel, em 2021, e voltou ao centro das atenções no último dia 4 de junho, quando condenou o ex-vereador Dr. Jairinho a 43 anos de prisão, mas deu perdão judicial a Monique, ao entender que a mãe de Henry já havia sofrido punição suficiente depois de ser condenada a 1 ano e 4 meses de detenção pelo crime de tortura e, como já cumpria prisão preventiva, considerou a pena extinta. Ela também citou misoginia e cultura patriarcal para tomar a decisão.
Elizabeth participa de encenações na Escola da Magistratura do Estado do Rio (Emerj), mas a experiência ao lado de atores profissionais foi inédita.
A repercussão da sentença não foi das melhores. O pai de Henry, Leniel Borel, recorreu da decisão nesta segunda-feira (08/06), pedindo a anulação do julgamento que concedeu o perdão judicial a Monique e a realização de um novo júri.
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A magistrada presidiu a audiência de instrução e julgamento do caso Henry Borel, em 2021, e voltou ao centro das atenções no último dia 4 de junho, quando condenou o ex-vereador Dr. Jairinho a 43 anos de prisão, mas deu perdão judicial a Monique, ao entender que a mãe de Henry já havia sofrido punição suficiente depois de ser condenada a 1 ano e 4 meses de detenção pelo crime de tortura e, como já cumpria prisão preventiva, considerou a pena extinta. Ela também citou misoginia e cultura patriarcal para tomar a decisão.
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