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Os casos de ebola na República Democrática do Congo cresceram rapidamente nos últimos dias e levaram especialistas a alertar para o risco de uma das maiores epidemias da doença já registradas. Apenas em um dia, as autoridades de saúde confirmaram 71 novas infecções e mais 21 mortes.
Com isso, o número de casos confirmados em laboratório chegou a 452, enquanto as mortes entre pacientes diagnosticados somam 82, segundo dados divulgados nesta sexta-feira, 5, pelo Instituto Nacional de Saúde Pública do Congo.
O epicentro do surto está em Mongbwalu, uma cidade de mineração artesanal de ouro localizada na província de Ituri, no leste do país. A instalação de um laboratório local acelerou o processamento de amostras e permitiu identificar um número maior de casos suspeitos.
Pesquisadores dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) afirmaram que a dimensão da epidemia no momento de sua descoberta sugere que o vírus já circulava amplamente antes de ser detectado pelas autoridades sanitárias. Segundo os cientistas, o surto pode ter começado ainda entre janeiro e fevereiro deste ano.
Em análise divulgada nesta semana, o CDC concluiu que o atual surto tem potencial para se tornar uma das maiores epidemias de ebola da história caso as medidas de controle não sejam intensificadas rapidamente.
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Os pesquisadores estimam que, em um cenário em que apenas 20% dos infectados sejam identificados e isolados com rapidez, existe uma probabilidade de 65% de que o número de casos ultrapasse 20 mil nos próximos três meses. Por outro lado, taxas mais elevadas de isolamento reduzem significativamente o risco de expansão da doença.
O surto já atingiu mais de duas dezenas de zonas de saúde em três províncias do leste congolês e chegou à vizinha Uganda, onde o número de casos confirmados subiu para 19.
As condições da região dificultam a contenção da epidemia. O leste do Congo enfrenta conflitos armados, deslocamentos populacionais frequentes, fronteiras porosas e sistemas de saúde fragilizados, fatores que complicam o rastreamento de contatos e a identificação precoce de novos pacientes.
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Apesar dos desafios, alguns indicadores mostram melhora. A proporção de contatos monitorados pelas equipes de saúde aumentou de 46% para 58% em apenas dois dias, e quase 4.800 pessoas estão atualmente sob acompanhamento.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) e os Centros Africanos de Controle e Prevenção de Doenças lançaram um plano conjunto para financiar a resposta ao surto e reforçar a preparação de países vizinhos. A iniciativa busca captar inicialmente 319 milhões de dólares até novembro.
O combate à doença enfrenta ainda obstáculos de segurança. Nesta semana, voluntários da Cruz Vermelha foram atacados durante uma operação de sepultamento seguro na cidade de Bunia. Segundo a entidade, vários socorristas ficaram feridos.
Diferentemente da cepa Zaire, responsável pelas maiores epidemias de ebola já registradas, ainda não existe vacina licenciada nem tratamento aprovado especificamente para o vírus Bundibugyo, que está por trás do atual surto. Pesquisadores trabalham no desenvolvimento de vacinas e terapias experimentais, mas elas ainda não estão disponíveis para uso amplo.
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Os casos de ebola na República Democrática do Congo cresceram rapidamente nos últimos dias e levaram especialistas a alertar para o risco de uma das maiores epidemias da doença já registradas. Apenas em um dia, as autoridades de saúde confirmaram 71 novas infecções e mais 21 mortes.
Com isso, o número de casos confirmados em laboratório chegou a 452, enquanto as mortes entre pacientes diagnosticados somam 82, segundo dados divulgados nesta sexta-feira, 5, pelo Instituto Nacional de Saúde Pública do Congo.
O epicentro do surto está em Mongbwalu, uma cidade de mineração artesanal de ouro localizada na província de Ituri, no leste do país. A instalação de um laboratório local acelerou o processamento de amostras e permitiu identificar um número maior de casos suspeitos.
Pesquisadores dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) afirmaram que a dimensão da epidemia no momento de sua descoberta sugere que o vírus já circulava amplamente antes de ser detectado pelas autoridades sanitárias. Segundo os cientistas, o surto pode ter começado ainda entre janeiro e fevereiro deste ano.
Em análise divulgada nesta semana, o CDC concluiu que o atual surto tem potencial para se tornar uma das maiores epidemias de ebola da história caso as medidas de controle não sejam intensificadas rapidamente.
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O surto já atingiu mais de duas dezenas de zonas de saúde em três províncias do leste congolês e chegou à vizinha Uganda, onde o número de casos confirmados subiu para 19.
As condições da região dificultam a contenção da epidemia. O leste do Congo enfrenta conflitos armados, deslocamentos populacionais frequentes, fronteiras porosas e sistemas de saúde fragilizados, fatores que complicam o rastreamento de contatos e a identificação precoce de novos pacientes.
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O combate à doença enfrenta ainda obstáculos de segurança. Nesta semana, voluntários da Cruz Vermelha foram atacados durante uma operação de sepultamento seguro na cidade de Bunia. Segundo a entidade, vários socorristas ficaram feridos.
Diferentemente da cepa Zaire, responsável pelas maiores epidemias de ebola já registradas, ainda não existe vacina licenciada nem tratamento aprovado especificamente para o vírus Bundibugyo, que está por trás do atual surto. Pesquisadores trabalham no desenvolvimento de vacinas e terapias experimentais, mas elas ainda não estão disponíveis para uso amplo.
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