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Este texto contém spoilers de Todo Mundo em Pânico
Apelativa por natureza, a franquia Todo Mundo em Pânico retorna aos cinemas nesta quinta-feira, 4, com seu primeiro longa inédito em 13 anos e pretende testar os limites do público contemporâneo, já desacostumado com o humor apelativo e escatológico que foi regra dentro dos anos 2000. A aversão ao politicamente correto é também intensificada pelo teor de grandes sucessos do cinema de terror recente, como os últimos três títulos da saga Pânico, a trilogia Halloween lançada entre 2018 e 2022 e os projetos afiados de Jordan Peele, todos marcados por comentários sociais e elencos mais ecléticos em etnia, gênero e orientação sexual. Confira três das piadas mais espinhosas do novo capítulo:
“Lacração em pessoa”
A resposta mais direta ao que hoje é chamado de “woke” está na personagem Dei — sigla que significa “diversidade, equidade e inclusão” —, vivida pela atriz Sydney Park. Ela é paródia da personagem Mindy, que figura nos últimos três títulos da saga Pânico e é interpretada pela atriz lésbica Jasmin Savoy Brown, que já se envolveu em múltiplas polêmicas por pautas identitárias. Na paródia, a jovem patrulha o comportamento alheio a toda hora, até que é vítima de um assassinato coletivo dentro do metrô de Nova York, cometido por uma trupe de civis fartos com seus pronomes não ortodoxos e protestos diversos. Além dela, o filme conta com um homem trans interpretado pelo ator Benny Zielke, que é constantemente tratado como garota por seus colegas de cena.
Amantes do K-Pop
Outra cena que não deve agradar a todos é um delírio do maconheiro Shorty (Marlon Wayans), que entra em uma “bad trip” e vai parar no universo da animação Guerreiras do K-Pop (2025). Dentro da sequência animada, ele canta uma paródia do hit Golden e acaba na cama com as três garotas, que têm suas curvas acentuadas e as roupas encurtadas. A sexualização de personagens do entretenimento infantil é surpreendente entre tantas referências a filmes de classificação adulta.
Crianças chapadas
A pureza infantil também é ferida quando Brenda (Regina Hall) se confunde e oferece as guloseimas canábicas de Shorty para as crianças que pedem por doçuras ou travessuras na noite de Halloween. Sob a influência, os pequenos saem correndo pelas ruas com os braços ao vento, referência ao vencedor do Oscar A Hora do Mal (2025) — com direito a uma guitarra que remete à canção Beware of Darkness, de George Harrison.
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Apelativa por natureza, a franquia Todo Mundo em Pânico retorna aos cinemas nesta quinta-feira, 4, com seu primeiro longa inédito em 13 anos e pretende testar os limites do público contemporâneo, já desacostumado com o humor apelativo e escatológico que foi regra dentro dos anos 2000. A aversão ao politicamente correto é também intensificada pelo teor de grandes sucessos do cinema de terror recente, como os últimos três títulos da saga Pânico, a trilogia Halloween lançada entre 2018 e 2022 e os projetos afiados de Jordan Peele, todos marcados por comentários sociais e elencos mais ecléticos em etnia, gênero e orientação sexual. Confira três das piadas mais espinhosas do novo capítulo:
“Lacração em pessoa”
A resposta mais direta ao que hoje é chamado de “woke” está na personagem Dei — sigla que significa “diversidade, equidade e inclusão” —, vivida pela atriz Sydney Park. Ela é paródia da personagem Mindy, que figura nos últimos três títulos da saga Pânico e é interpretada pela atriz lésbica Jasmin Savoy Brown, que já se envolveu em múltiplas polêmicas por pautas identitárias. Na paródia, a jovem patrulha o comportamento alheio a toda hora, até que é vítima de um assassinato coletivo dentro do metrô de Nova York, cometido por uma trupe de civis fartos com seus pronomes não ortodoxos e protestos diversos. Além dela, o filme conta com um homem trans interpretado pelo ator Benny Zielke, que é constantemente tratado como garota por seus colegas de cena.
Amantes do K-Pop
Outra cena que não deve agradar a todos é um delírio do maconheiro Shorty (Marlon Wayans), que entra em uma “bad trip” e vai parar no universo da animação Guerreiras do K-Pop (2025). Dentro da sequência animada, ele canta uma paródia do hit Golden e acaba na cama com as três garotas, que têm suas curvas acentuadas e as roupas encurtadas. A sexualização de personagens do entretenimento infantil é surpreendente entre tantas referências a filmes de classificação adulta.
Crianças chapadas
A pureza infantil também é ferida quando Brenda (Regina Hall) se confunde e oferece as guloseimas canábicas de Shorty para as crianças que pedem por doçuras ou travessuras na noite de Halloween. Sob a influência, os pequenos saem correndo pelas ruas com os braços ao vento, referência ao vencedor do Oscar A Hora do Mal (2025) — com direito a uma guitarra que remete à canção Beware of Darkness, de George Harrison.
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