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Home News Politica

‘Sem código de ética, STF vira pauta eleitoral’, defende presidente da OAB-SP

manchete by manchete
27 de janeiro de 2026
in Politica
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‘sem-codigo-de-etica,-stf-vira-pauta-eleitoral’,-defende-presidente-da-oab-sp

‘Sem código de ética, STF vira pauta eleitoral’, defende presidente da OAB-SP

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Hoje, Brasil tem 30 partidos registrados no TSE
Hoje, Brasil tem 30 partidos registrados no TSE (Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil/Divulgação)

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Um dos responsáveis pela proposta de código de ética para os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), Leonardo Sica, presidente da seccional paulista da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SP), defende que a Corte se antecipe às eleições e aprove administrativamente, antes do início da campanha, que começa em agosto, regras de conduta e transparência para os membros do tribunal.

“O Supremo tem que se antecipar e fazer as modificações necessárias justamente para evitar que o tribunal vire pauta eleitoral, para não dar voz a candidatos populistas que vão querer usar o Supremo como pauta”, argumenta. 

O código de ética proposto pela OAB de São Paulo é resultado dos trabalhos de uma comissão de advogados, acadêmicos e juristas, entre eles os ministros aposentados do STF Ellen Gracie e Cezar Peluso e os ex-ministros da Justiça José Eduardo Cardozo e Miguel Reale Jr.

O texto propõe regras de impedimento para o julgamento de causas de escritórios de familiares de ministros, cria diretrizes para a participação dos magistrados em eventos remunerados, restringe declarações públicas e impõe uma quarentena para o exercício da advocacia após a saída do STF.

O documento foi encaminhado ao ministro Edson Fachin, presidente do Supremo, que é favorável ao projeto. Por enquanto, não há maioria no tribunal para aprovar novas regras de conduta. 

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“Fachin está trabalhando para criar um consenso no STF em torno da proposta. Esse trabalho é interno”, avalia Sica. 

Leia a entrevista com o presidente da OAB de São Paulo:

De onde a comissão tirou inspirações para o texto?

A gente reuniu uma série de regras que estão em outros códigos, Estados Unidos e Alemanha, por exemplo. Pegamos um trabalho que a Fundação Fernando Henrique Cardoso fez recentemente. Pegamos também algumas coisas que estão na lei brasileira, mas esparsas. Não tem nada que não seja conhecido. Não são propostas radicais. O que a gente não quer é, justamente, dar espaço para os radicais agirem, porque os radicais estão à espreita.

Por que o código foi entregue antes do prazo previsto inicialmente?

A gente tem a proposta de reforma do Judiciário sendo trabalhada na OAB e essa era uma parte dela. A comissão continua funcionando, vamos apresentar projetos de lei em breve, mas entendemos que era importante antecipar o código para apoiar o ministro Fachin. 

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Qual foi a reação dele ao receber a minuta?

Nós avisamos a ele que iríamos encaminhar a proposta. O ministro foi receptivo e, depois de receber o texto, agradeceu. 

Qual a expectativa da OAB agora?

Acredito que o ministro Fachin está trabalhando para criar um consenso no STF em torno da proposta. Esse trabalho é interno. O tribunal tem que se debruçar sobre isso. A gente está enviando um texto para tornar o debate mais claro em torno de sugestões concretas.

Uma ala do STF defende que este não é o melhor momento para iniciar o debate sobre o código, por causa do calendário eleitoral. Isso foi levado em consideração pela OAB?

O Supremo tem que se antecipar e fazer as modificações necessárias justamente para evitar que o tribunal vire pauta eleitoral, para não dar voz a candidatos populistas que vão querer usar o Supremo como pauta. Isso é muito ruim. Isso não é pauta para eleição. Eleição tem que discutir Saúde, Educação.

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Um dos pontos propostos pela OAB é que advogados “amigos íntimos” ou parentes de até terceiro grau dos ministros informem a relação ao dar entrada em processos no STF. Em 2023, o tribunal flexibilizou regras de impedimento sob o argumento de que não era possível ter controle sobre a carteira de clientes de escritórios de cônjuges, parceiros e parentes. A solução que a OAB propõe é possível de ser executada?

Não é nada complicado. Quando um advogado entra com a ação já vai ter que dizer: “eu estou entrando com a ação, eu sou parente do ministro X”. É bastante simples. 

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Hoje, Brasil tem 30 partidos registrados no TSE (Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil/Divulgação)

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Um dos responsáveis pela proposta de código de ética para os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), Leonardo Sica, presidente da seccional paulista da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SP), defende que a Corte se antecipe às eleições e aprove administrativamente, antes do início da campanha, que começa em agosto, regras de conduta e transparência para os membros do tribunal.

“O Supremo tem que se antecipar e fazer as modificações necessárias justamente para evitar que o tribunal vire pauta eleitoral, para não dar voz a candidatos populistas que vão querer usar o Supremo como pauta”, argumenta. 

O código de ética proposto pela OAB de São Paulo é resultado dos trabalhos de uma comissão de advogados, acadêmicos e juristas, entre eles os ministros aposentados do STF Ellen Gracie e Cezar Peluso e os ex-ministros da Justiça José Eduardo Cardozo e Miguel Reale Jr.

O texto propõe regras de impedimento para o julgamento de causas de escritórios de familiares de ministros, cria diretrizes para a participação dos magistrados em eventos remunerados, restringe declarações públicas e impõe uma quarentena para o exercício da advocacia após a saída do STF.

O documento foi encaminhado ao ministro Edson Fachin, presidente do Supremo, que é favorável ao projeto. Por enquanto, não há maioria no tribunal para aprovar novas regras de conduta. 

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De onde a comissão tirou inspirações para o texto?

A gente reuniu uma série de regras que estão em outros códigos, Estados Unidos e Alemanha, por exemplo. Pegamos um trabalho que a Fundação Fernando Henrique Cardoso fez recentemente. Pegamos também algumas coisas que estão na lei brasileira, mas esparsas. Não tem nada que não seja conhecido. Não são propostas radicais. O que a gente não quer é, justamente, dar espaço para os radicais agirem, porque os radicais estão à espreita.

Por que o código foi entregue antes do prazo previsto inicialmente?

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Uma ala do STF defende que este não é o melhor momento para iniciar o debate sobre o código, por causa do calendário eleitoral. Isso foi levado em consideração pela OAB?

O Supremo tem que se antecipar e fazer as modificações necessárias justamente para evitar que o tribunal vire pauta eleitoral, para não dar voz a candidatos populistas que vão querer usar o Supremo como pauta. Isso é muito ruim. Isso não é pauta para eleição. Eleição tem que discutir Saúde, Educação.

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