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Home News Politica

O que pode explodir o plano de Bolsonaro para ‘vingança’ contra o STF no Senado

manchete by manchete
12 de janeiro de 2026
in Politica
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o-que-pode-explodir-o-plano-de-bolsonaro-para-‘vinganca’-contra-o-stf-no-senado

O que pode explodir o plano de Bolsonaro para ‘vingança’ contra o STF no Senado

Oferta Relâmpago: VEJA por apenas 7,99

A estratégia do ex-presidente Jair Bolsonaro de eleger uma bancada robusta no Senado com o objetivo de abrir caminho para o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal enfrenta obstáculos políticos relevantes — mesmo em um cenário de avanço da direita nas urnas. A avaliação é do cientista político Adriano Cerqueira, em entrevista ao Ponto de Vista (este texto é um resumo do vídeo acima).

No programa, a editora Laryssa Borges informou que, antes de ser preso, Bolsonaro negociou com o PL o poder de indicar candidatos ao Senado em diversos estados. A meta declarada era formar uma maioria capaz de confrontar o STF, especialmente após o julgamento da trama golpista. Para Cerqueira, no entanto, transformar esse plano em ação concreta está longe de ser automático.

Direita avança, mas limites permanecem

O cientista político reconhece que o ambiente eleitoral é favorável aos partidos de centro-direita e direita. “Desde 2014, as legislaturas têm mostrado um perfil cada vez mais deslocado à direita, e as eleições municipais confirmaram essa tendência”, afirmou. Esse movimento, segundo ele, incentiva lideranças partidárias a disputar esse eleitorado com plataformas mais conservadoras.

Ainda assim, Cerqueira pondera que maioria numérica não garante disposição política para um confronto direto com o Judiciário. “Mesmo que haja uma bancada expressiva no Senado, não é evidente que exista mobilização e motivação suficientes para levar adiante um impeachment”, disse.

Dosimetria como fator de esfriamento

Na leitura do analista, a eventual consolidação do projeto que revisa a dosimetria das penas do 8 de Janeiro tende a reduzir o ímpeto por embates institucionais. “Se houver um relaxamento dessas prisões, vistas por muitos como exageradas, não sei se haverá disposição no Congresso para avançar em pautas de confronto”, avaliou.

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Para Cerqueira, temas estritamente políticos perdem força quando a tensão institucional diminui. “A pacificação passa também por tirar combustível dessas disputas”, resumiu.

O que poderia motivar um impeachment

O cientista político avalia que eventuais pedidos de impeachment contra ministros do STF dependeriam menos de agendas ideológicas e mais de fatos concretos ligados à moralidade pública. “Casos com repercussão ética grave, escândalos amplamente reconhecidos, esses sim poderiam gerar algum tipo de mobilização”, afirmou.

Sem esse tipo de gatilho, a tendência, segundo ele, é de contenção. “Não vejo hoje um apelo suficientemente forte no Senado apenas por razões políticas”, disse.

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Senado renovado, postura mais moderada

Mesmo num cenário em que Flávio Bolsonaro venha a ocupar papel central no campo conservador, Cerqueira aposta em uma postura menos beligerante. “Flávio tem um perfil mais moderado e boa interlocução com o centro político”, observou, contrastando com o estilo mais combativo de outras lideranças bolsonaristas.

A expectativa, segundo ele, é que uma eventual maioria conservadora busque virar a página dos conflitos recentes. “A tendência é tentar superar esse processo e construir uma agenda mais conservadora, especialmente na economia, nos próximos anos”, avaliou.

Confronto fica em segundo plano

Para Cerqueira, mesmo com chances reais de vitória da oposição na disputa presidencial — seja com nomes mais ao centro ou ligados ao bolsonarismo — o Congresso renovado dificilmente terá como prioridade revisitar embates do passado. “Não acredito numa agenda voltada ao confronto institucional. O movimento deve ser outro, mais pragmático”, concluiu.

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Na leitura do cientista político, o plano de revanche contra o Supremo esbarra menos na matemática eleitoral e mais na disposição política de um Congresso que tende a privilegiar estabilidade e agenda econômica em vez de conflito aberto.

VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual Ponto de Vista (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

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A estratégia do ex-presidente Jair Bolsonaro de eleger uma bancada robusta no Senado com o objetivo de abrir caminho para o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal enfrenta obstáculos políticos relevantes — mesmo em um cenário de avanço da direita nas urnas. A avaliação é do cientista político Adriano Cerqueira, em entrevista ao Ponto de Vista (este texto é um resumo do vídeo acima).

No programa, a editora Laryssa Borges informou que, antes de ser preso, Bolsonaro negociou com o PL o poder de indicar candidatos ao Senado em diversos estados. A meta declarada era formar uma maioria capaz de confrontar o STF, especialmente após o julgamento da trama golpista. Para Cerqueira, no entanto, transformar esse plano em ação concreta está longe de ser automático.

Direita avança, mas limites permanecem

O cientista político reconhece que o ambiente eleitoral é favorável aos partidos de centro-direita e direita. “Desde 2014, as legislaturas têm mostrado um perfil cada vez mais deslocado à direita, e as eleições municipais confirmaram essa tendência”, afirmou. Esse movimento, segundo ele, incentiva lideranças partidárias a disputar esse eleitorado com plataformas mais conservadoras.

Ainda assim, Cerqueira pondera que maioria numérica não garante disposição política para um confronto direto com o Judiciário. “Mesmo que haja uma bancada expressiva no Senado, não é evidente que exista mobilização e motivação suficientes para levar adiante um impeachment”, disse.

Dosimetria como fator de esfriamento

Na leitura do analista, a eventual consolidação do projeto que revisa a dosimetria das penas do 8 de Janeiro tende a reduzir o ímpeto por embates institucionais. “Se houver um relaxamento dessas prisões, vistas por muitos como exageradas, não sei se haverá disposição no Congresso para avançar em pautas de confronto”, avaliou.

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Para Cerqueira, temas estritamente políticos perdem força quando a tensão institucional diminui. “A pacificação passa também por tirar combustível dessas disputas”, resumiu.

O que poderia motivar um impeachment

O cientista político avalia que eventuais pedidos de impeachment contra ministros do STF dependeriam menos de agendas ideológicas e mais de fatos concretos ligados à moralidade pública. “Casos com repercussão ética grave, escândalos amplamente reconhecidos, esses sim poderiam gerar algum tipo de mobilização”, afirmou.

Sem esse tipo de gatilho, a tendência, segundo ele, é de contenção. “Não vejo hoje um apelo suficientemente forte no Senado apenas por razões políticas”, disse.

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Senado renovado, postura mais moderada

Mesmo num cenário em que Flávio Bolsonaro venha a ocupar papel central no campo conservador, Cerqueira aposta em uma postura menos beligerante. “Flávio tem um perfil mais moderado e boa interlocução com o centro político”, observou, contrastando com o estilo mais combativo de outras lideranças bolsonaristas.

A expectativa, segundo ele, é que uma eventual maioria conservadora busque virar a página dos conflitos recentes. “A tendência é tentar superar esse processo e construir uma agenda mais conservadora, especialmente na economia, nos próximos anos”, avaliou.

Confronto fica em segundo plano

Para Cerqueira, mesmo com chances reais de vitória da oposição na disputa presidencial — seja com nomes mais ao centro ou ligados ao bolsonarismo — o Congresso renovado dificilmente terá como prioridade revisitar embates do passado. “Não acredito numa agenda voltada ao confronto institucional. O movimento deve ser outro, mais pragmático”, concluiu.

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VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual Ponto de Vista (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

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