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“Vamos governar o país até uma transição segura, adequada e sensata”, disse Donald Trump a jornalistas, enquanto Nicolás Maduro, algemado e escoltado, era transportado de Caracas para uma prisão em Nova York. Ele acrescentou: “[A transição] tem que ser sensata porque isso é o que nos define.”
Não há risco de Trump se deixar atropelar pela sensatez depois de bombardear cidades da América do Sul para sequestrar o ditador venezuelano.
A operação militar foi bem-sucedida, porque planejada e ensaiada durante um semestre como foi a do assassinato de Osama Bin Laden no governo Barack Obama.
Trump levou Maduro, mas não derrubou o regime ditatorial. Ao contrário: mencionou um acordo com a atual representante do condomínio de poder na Venezuela, a vice-presidente Delcy Rodríguez. Na versão de Trump, em conversa com o secretário de Estado, Marco Rubio, ela disse que faria “tudo o que os EUA achassem necessário”.
Até à manhã de sábado (3/1), Delcy Gómez, 56 anos, advogada de profissão, era reconhecida como uma das mais fiéis aliadas de Maduro. Ele a escolheu para a vice-presidência, depois de nomeá-la ministra da Economia, das Relações Exteriores, da Comunicação e Propaganda e, também, presidente da Assembleia Constituinte (2017).
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Com o irmão mais velho, Jorge Rodríguez, psiquiatra, que já foi vice-presidente, prefeito de Caracas (2008 e 2017) e agora preside a Assembleia Nacional, Delcy compõe um dos núcleos familiares de maior influência na estrutura de governo gerenciada por Maduro durante 13 anos, desde a morte do coronel Hugo Chávez.
Os Rodríguez são conhecidos pelo radicalismo e pela celeridade na multiplicação da fortuna — parte dos ativos estão bloqueados por iniciativa de governos da União Europeia e dos Estados Unidos.
O acordo da Casa Branca com a vice-presidente de Maduro é eloquente sobre a ação política improvisada, em contraste com a operação militar planejada e ensaiada.
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Ganhou realce na grosseria gratuita de Trump para com a líder da oposição venezuelana María Corina Machado (“ela não tem apoio ou respeito para liderar o país”).
Trump gastou meses na mobilização de frotas naval e aérea de combate, com 15 mil soldados, para levar um ditador sul-americano a um tribunal em Nova York.
Derrubou Maduro e anunciou a pretensão de “governar” a Venezuela, mas não disse como.
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Primeiro, porque não sabe o que fazer e, por enquanto, nem mesmo tem um plano — “está definindo os termos”, amenizou o secretário de Defesa Pete Hegseth.
Segundo, porque não importa quem seja o novo gerente do condomínio de cleptocratas de Caracas. Importante é que seja alguém alinhado aos interesses da Casa Branca na exploração de um quarto da reserva mundial conhecida de petróleo e gás.
A ação dos EUA na Venezuela lembra a do Iraque. Em qualquer cenário, não há risco de Trump vir a ser atropelado pela virtude da sensatez.

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“Vamos governar o país até uma transição segura, adequada e sensata”, disse Donald Trump a jornalistas, enquanto Nicolás Maduro, algemado e escoltado, era transportado de Caracas para uma prisão em Nova York. Ele acrescentou: “[A transição] tem que ser sensata porque isso é o que nos define.”
Não há risco de Trump se deixar atropelar pela sensatez depois de bombardear cidades da América do Sul para sequestrar o ditador venezuelano.
A operação militar foi bem-sucedida, porque planejada e ensaiada durante um semestre como foi a do assassinato de Osama Bin Laden no governo Barack Obama.
Trump levou Maduro, mas não derrubou o regime ditatorial. Ao contrário: mencionou um acordo com a atual representante do condomínio de poder na Venezuela, a vice-presidente Delcy Rodríguez. Na versão de Trump, em conversa com o secretário de Estado, Marco Rubio, ela disse que faria “tudo o que os EUA achassem necessário”.
Até à manhã de sábado (3/1), Delcy Gómez, 56 anos, advogada de profissão, era reconhecida como uma das mais fiéis aliadas de Maduro. Ele a escolheu para a vice-presidência, depois de nomeá-la ministra da Economia, das Relações Exteriores, da Comunicação e Propaganda e, também, presidente da Assembleia Constituinte (2017).
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Com o irmão mais velho, Jorge Rodríguez, psiquiatra, que já foi vice-presidente, prefeito de Caracas (2008 e 2017) e agora preside a Assembleia Nacional, Delcy compõe um dos núcleos familiares de maior influência na estrutura de governo gerenciada por Maduro durante 13 anos, desde a morte do coronel Hugo Chávez.
Os Rodríguez são conhecidos pelo radicalismo e pela celeridade na multiplicação da fortuna — parte dos ativos estão bloqueados por iniciativa de governos da União Europeia e dos Estados Unidos.
O acordo da Casa Branca com a vice-presidente de Maduro é eloquente sobre a ação política improvisada, em contraste com a operação militar planejada e ensaiada.
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Ganhou realce na grosseria gratuita de Trump para com a líder da oposição venezuelana María Corina Machado (“ela não tem apoio ou respeito para liderar o país”).
Trump gastou meses na mobilização de frotas naval e aérea de combate, com 15 mil soldados, para levar um ditador sul-americano a um tribunal em Nova York.
Derrubou Maduro e anunciou a pretensão de “governar” a Venezuela, mas não disse como.
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Primeiro, porque não sabe o que fazer e, por enquanto, nem mesmo tem um plano — “está definindo os termos”, amenizou o secretário de Defesa Pete Hegseth.
Segundo, porque não importa quem seja o novo gerente do condomínio de cleptocratas de Caracas. Importante é que seja alguém alinhado aos interesses da Casa Branca na exploração de um quarto da reserva mundial conhecida de petróleo e gás.
A ação dos EUA na Venezuela lembra a do Iraque. Em qualquer cenário, não há risco de Trump vir a ser atropelado pela virtude da sensatez.













