O Brasil protocolou pedido de consulta na Organização Mundial do Comércio sobre as medidas tarifárias do presidente norte-americano, Donald Trump, contra o país.
Pelo ofício, o governo brasileiro alega que os norte-americanos violam várias disposições do GATT (Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio) de 1994 e do DSU (Entendimento sobre Solução de Controvérsias).
O professor Leonardo Trevisan destacou que o Itamaraty foi extremamente hábil no apontamento de suas questões junto à OMC.
É uma ação simbólica, mas ela tem uma função de expor para governos estrangeiros as razões brasileiras. Quem fez a carta, os técnicos de Itamaraty que fizeram a carta, foram muito hábeis.
O Brasil tem déficit acumulado com os Estados Unidos, não superávit. Esses produtos todos taxados, são produtos que fazem parte de cadeias produtivas norte-americanas. Tudo isso é proibido.
Então quando a gente olha para esse quadro, não há dúvida alguma que o Brasil tem razão. Os Estados Unidos não permitiram nomeação de juízes, acabam de nomear uma diretora da OMC que tem atitudes absolutamente contrárias ao Brics, fez um discurso de pós xingando o Brics. Ok, tá bem, os Estados Unidos não fazem isso, mas eles não são únicos.
Leonardo Trevisan, professor de Relações Internacionais
























