Negociações
Apesar das tensões, o executivo espera que as negociações avancem. Neto mencionou o acordo americano com o Reino Unido, que zerou a alíquota que era de 10%. “Esse exemplo fica como uma boa base para o Brasil também”, disse ele.
Além disso, a Embraer usa muitas peças fabricadas nos EUA. “Nos próximos cinco anos, nós vamos comprar em motores, aviônicos e outros equipamentos de fabricantes americanos US$ 21 bilhões. É o dobro do que foi anunciado no acordo com o Reino Unido”, disse Neto. “São partes e peças que serão embarcadas nos aviões que vamos vender para os EUA e para o resto do mundo. Isso vai gerar contratos de serviços para essas empresas americanas em todo o mundo. Então acredito que uma solução negociada é possível. Temos uma importância na geração de emprego de alto nível nos EUA”, afirmou.
Outra opção será fabricar ainda mais nos EUA. A empresa já mantém “quase 3.000 empregos” em uma fábrica na Flórida, com “mais de US$ 3 bilhões em ativos no país”. “Mas isso impactaria o que a gente manda daqui pra lá”, afirmou o executivo.
Gomes participou nesta manhã da reunião em Brasília com o vice-presidente Geraldo Alckmin. Também participaram os ministros da Casa Civil, Fazenda, Planejamento, Portos e Aeroportos, representantes do Itamaraty e setores da indústria que serão afetados pela sobretaxa a partir de 1º de agosto, caso não haja um recuo dos EUA.
“50% de tarifa é quase um embargo para qualquer empresa, não só á Embraer. Dificulta ou inviabiliza a exportação para qualquer país”, disse Gomes, lembrando
























