Vietnã foi um dos países mais atingidos pelo tarifaço anunciado por Trump no início de abril. O país asiático havia solicitado aos EUA um prazo de “pelo menos 45 dias” para a implementação das tarifas impostas pelo presidente americano, que chegavam a 46%. Mas, em 9 de abril, Trump voltou atrás e estabeleceu em 10% as tarifas para a maioria dos seus parceiros comerciais, dando um prazo de 120 dias para novas negociações antes que as altas alíquotas anunciadas no começo daquele mês passassem a valer.
O Vietnã é um grande fornecedor mundial de têxteis e artigos esportivos. O país do sudeste asiático tem nos EUA um mercado importante: suas vendas nos últimos anos dispararam, em parte porque fabricantes transferiram a produção da China para o Vietnã. O país abriga, por exemplo, fábricas da Nike e Gap. Em 2024, o Vietnã foi o sexto maior fornecedor dos EUA, enviando mercadorias no valor de quase US$ 137 bilhões, segundo dados do governo norte-americano. Em maio, os embarques saltaram 35%, à medida que as empresas tentavam despachar mercadorias o mais rápido possível antes do prazo final para a aplicação do tarifaço de Trump.
O acordo com o Vietnã foi fechado após semanas de discussões. O Vietnã vinha se comprometendo a remover todas as tarifas e a comprar mais produtos dos americanos. Altos funcionários vietnamitas viajaram aos EUA para buscar apoio e assinar acordos, incluindo de executivos das empresas do país com fábricas no Vietnã.
Terceiro acordo anunciado
O acordo com o Vietnã é apenas o terceiro anunciado a sete dias do prazo final. Até o momento, a Casa Branca confirmou entendimentos com o Reino Unido e a China. Uma das principais prioridades de Washington nas negociações com Pequim era garantir o fornecimento de terras raras, metais cruciais para a produção de baterias elétricas, turbinas eólicas e sistemas de defesa.
O governo chinês confirmou na última sexta (27) que a troca de tarifas seguirá, mas sob um acordo comercial com os EUA. Um porta-voz do Ministério do Comércio detalhou que a China “revisará e aprovará os pedidos para os itens de controle de exportação que atendam aos requisitos legais”, enquanto a parte norte-americana “cancelará, em consequência, uma série de medidas restritivas contra a China”.
























