A previsão dos principais serviços de meteorologia indica para a chegada de uma massa de ar polar com risco de geada nesta semana. A expectativa é de que o fenômeno seja menos severo que o registrado em 2021, quando a geada comprometeu a produção por três ciclos seguidos.
Ainda assim, o simples fato de o risco existir basta para a formação de prêmios climáticos, sobretudo em um momento de colheita retardada por chuvas frequentes e temperaturas baixas.
Relatório do Cepea/USP (Centro de Pesquisas Econômicas da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, da Universidade de São Paulo) mostra que a safra 2025/26 avança em ritmo aquém do habitual.
Segundo a entidade, que é responsável por alguns dos principais indicadores de preços do agronegócio brasileiro, a colheita da variedade arábica (a mais valorizada no mercado) está entre 7% e 30% dependendo da região, contra 40% a 45% por cento da variedade robusta/conilon, que tolera melhor o frio.
Além do fator climático, pesa a assimetria de oferta entre robustas abundantes e arábicas mais escassos. O Brasil deve colher safra recorde de conilon, enquanto a produção de arábica ficará abaixo da do ano passado. Vietnã e Indonésia apontam safras maiores, o que alivia parte da pressão de curto prazo, mas não o suficiente para recompor os estoques globais em horizonte curto.
Analistas afirmam que o mercado físico se mantém lento porque produtores, muito capitalizados graças aos recordes de preço da última safra, vendem menos agora à espera de preços mais altos.
























