Para Amanda, Fernando Haddad enfrenta impasse político entre o PT, que resiste a cortes de gastos, e o centrão, que rejeita aumento de impostos. A disputa de visões dificulta a aprovação de medidas.
A verdade é que Fernando Haddad está numa sinuca de bico. Estão em choque duas narrativas, as duas visões de mundo.
A do Governo, que defende acabar com isenção de aplicações financeiras, é corrigir distorções, porque afinal os moradores de cobertura, esse foi o termo usado pelo Haddad, pagam pouco imposto no Brasil.
A visão de grande parte do congresso de centro-direita é exatamente oposta. Ontem, a Federação União Progressista, que aliás ocupa quatro assentos na esplanada dos ministérios, posicionou-se contra qualquer medida que represente aumento de arrecadação de impostos, se não vier acompanhada de corte de despesas.
Juntos, esses partidos somam 109 deputados, fora os da oposição do PL e do Novo, que já seriam mais de 200 contra a MP logo na largada. Antônio Rueda, presidente do União Brasil, foi contundente e disse que apoiará a devolução da medida provisória que sequer havia sido editada na tarde de ontem, só veio à noite.
Amanda Klein
O Mercado Aberto vai ao ar de segunda a sexta-feira no UOL às 8h, com apresentação de Amanda Klein, antecipando os principais movimentos do mercado financeiro.
























