14/06/2023 às 15h30min - Atualizada em 16/06/2023 às 00h00min

Ativos de previdência privada crescem 12,8% em abril e já somam cerca de R$ 1,3 trilhão no país

Valor se refere ao regime aberto de previdência comparado ao resultado do mesmo mês do ano anterior. O montante equivale a 12,5% do PIB brasileiro

SALA DA NOTÍCIA Raphael Xavier de Moura
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Rio de Janeiro, 14 de junho de 2023 — De acordo com relatório consolidado pela Federação Nacional de Previdência Privada e Vida — Fenaprevi, o mercado de planos de previdência privada aberta no país alcançou em abril de 2023 um total de, aproximadamente, R$ 1,3 trilhão em ativos, o equivalente a 12,5% do PIB brasileiro.

Trata-se do resultado  de um crescimento de 12,8% nos ativos, em relação ao registrado em abril do ano passado. Também nos quatro primeiros meses de 2023, os prêmios e contribuições totalizaram R$ 50,4 bilhões, elevação de 3,4% frente ao mesmo período do ano anterior. 

Os resgates somaram R$ 43,9 bilhões, valor 8,6% acima do registrado no 1° quadrimestre do último ano. Para a Federação, apesar de ainda elevada, a variação em 2023 está abaixo do observado para o período nos últimos anos, mesmo nos exercícios anteriores à pandemia.

Ao descontar os resgates do montante arrecadado (em prêmios e contribuições),  há uma captação líquida de R$ 6,5 bilhões de janeiro a abril de 2023. 

Resultado por tipo de contratação

No estudo também é possível acompanhar o tipo de contratação dos planos de previdência privada aberta, cujo  resultado aponta que 20% dos planos comercializados, quase 2,7 milhões, foram na modalidade coletiva. 

A Fenaprevi enxerga neste cenário grande potencial de crescimento da previdência privada aberta no mundo corporativo, figurando como um  benefício ao trabalhador.

Adicionalmente, o levantamento indica que apenas 9% dos aportes ocorreram em planos coletivos. Já 89% deles foram  nos individuais e outros 2% em planos para menores de idade no 1° quadrimestre de 2023.

Resultado por produto

Em termos de produtos, nos quatro primeiros meses,  foram aportados R$ 45,9 bilhões em planos VGBL — Vida Gerador de Benefício Livre (representando 91% do total); R$ 3,5 bilhões em PGBL — Plano Gerador de Benefício Livre — responsável por 7% da arrecadação total, enquanto os planos Tradicionais somaram R$ 1 bilhão ou cerca de 2% do total de contribuições.


 
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