14/02/2024 às 19h14min - Atualizada em 15/02/2024 às 00h01min

Governador do Espírito Santos visita obras de construção da primeira fábrica de biochar no estado

Localizada em Brejetuba (MG), planta é da francesa NetZero, uma green tech cujo modelo premiado alavanca o biochar para combater as alterações climáticas e tornar a agricultura mais sustentável

Assessoria de imprensa NetZero
Crédito: Gil Silva / NetZero Divulgação

Brejetuba (ES), 15 de fevereiro de 2024 – Nesta sexta-feira (16), o governador do Espírito Santo (ES), Renato Casagrande, vai visitar as obras de construção da primeira fábrica de biochar do Estado. Condicionador do solo que atua como uma poderosa “esponja de carbono”, o biochar ajuda na retenção de água e nutrientes de terras agrícolas, contribuindo também para a luta contra as emissões de carbono e as mudanças climáticas. Localizada em Brejetuba (MG), quem o produzirá é a francesa NetZero, uma green tech cujo modelo premiado alavanca o biochar para combater as alterações climáticas e tornar a agricultura mais sustentável.

Em Brejetuba (ES), a fábrica terá capacidade para produzir mais de 4.000 toneladas de biochar por ano, o que significa remover anualmente mais de 6.000 toneladas de CO2 equivalente da atmosfera – isso sem contar as emissões evitadas ligadas ao menor uso de fertilizantes químicos. Ao mesmo tempo, melhorará de forma duradoura a produtividade das culturas de cerca de 200 produtores de café. O investimento previsto é de cerca de R$ 20 milhões.

A escolha por Brejetuba (ES), cidade a 25 quilômetros da fábrica de Lajinha (MG), a primeira da NetZero no Brasil, é estratégica. Entre os objetivos, está capitalizar sobre essa proximidade para facilitar o trabalho das equipes de pesquisa e desenvolvimento, a fim de acelerar as iterações tecnológicas e ampliar a cooperação com a cooperativa Coocafé, já parceira no primeiro local, a fim de atrair rapidamente novos cafeicultores com base na primeira parceria. Ainda, demonstrar a relevância do seu modelo, fundamentado na implantação de unidades de produção de tamanho intermediário em imediata proximidade com as fontes de biomassa, com o objetivo de reduzir a pegada de carbono da cadeia de produção de biochar e simplificar a logística das operações.

“A vinda do governador Casagrande à planta da NetZero demonstra a relevância do empreendimento para a região e para o estado. Durante a visita, mostraremos que nosso modelo é totalmente adequado às necessidades e à realidade local, o que é um elemento-chave para o aumento de escala”, afirma Pedro de Figueiredo, cofundador da NetZero e CEO da NetZero Brasil.

A NetZero atua desde abril de 2023, em Lajinha (MG), na produção de biochar. Na unidade, em parceria com a Coocafé, a empresa recolhe as cascas de café de produtores associados e as utiliza como sua matéria-prima. Em troca, o cafeicultor recebe gratuitamente parte do biochar que é feito a partir de suas cascas e compra o restante próximo ao preço de custo. Este mesmo modelo será replicado em Brejetuba (ES).

Além de Lajinha (MG) e Brejetuba (ES), no começo de fevereiro, foi anunciada a construção de uma terceira unidade, desta vez em Machado (MG), em parceria com o trader de café EISA - Empresa Interagrícola S.A., subsidiária da multinacional ECOM no Brasil. As obras no município, localizado ao sul de Minas, maior região cafeeira do Brasil, começaram em abril, com previsão de início das operações até o final deste ano. 

Estudos e relatórios recentes apontam que o biochar é a tecnologia de remoção de carbono mais eficiente disponível atualmente. Essa forma altamente estável de carbono extraído de resíduos de biomassa é uma solução reconhecida pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) e pela Organização para a Alimentação e Agricultura (FAO) por armazenar no solo, por milhares de anos, o carbono inicialmente capturado pelas plantas na atmosfera por meio da fotossíntese. Na produção de café, o uso do biochar pode reduzir em até ⅓ a aplicação dos fertilizantes químicos no solo e, ainda assim, aumentar a produtividade média das culturas em geral, ajudando a agricultura a se tornar simultaneamente mais sustentável e produtiva. 

Sobre a NetZero
A NetZero foi fundada em 2021 por Axel Reinaud, Dr. Jean Jouzel, Aimé Njiakin, Olivier Reinaud e Pedro de Figueiredo. A sua missão é trazer escala para o biochar, uma das poucas soluções climáticas que podem remover duradouramente o carbono da atmosfera, bem como uma das poucas soluções agrícolas que permitem conciliar produtividade e sustentabilidade. Ao aproveitar o biochar nos trópicos ao longo de um modelo único, a NetZero enfrenta simultaneamente três desafios prementes nos países em desenvolvimento: alterações climáticas, agricultura sustentável e desenvolvimento rural global. A empresa tem dois locais operacionais: uma fábrica-piloto em escala real, em Camarões, e uma fábrica comercial no Brasil. Também está construindo outras fábricas em Brejetuba (ES) e Machado (MG). A NetZero é vencedora do prêmio Milestone Award do concurso XPRIZE Carbon Removal da Fundação Musk, é premiada com o rótulo “Solução Eficiente” da Fundação Solar Impulse, bem como um projeto de remoção de carbono certificado pelo padrão Puro Standard. O objetivo a médio prazo da NetZero é atingir uma capacidade anual de remoção de 2 milhões de toneladas de CO2 até 2030, melhorando simultaneamente o nível de vida de dezenas de milhares de agricultores. Leia mais aqui.

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