18/05/2023 às 19h57min - Atualizada em 24/05/2023 às 00h01min

“Não espere colapsar”: Valdivia desabafa após internação por Síndrome do Pânico e psicólogo comenta o caso

“Essa síndrome é a representação máxima do Transtorno de Ansiedade”, enfatiza o especialista Alexander Bez

SALA DA NOTÍCIA Da Redação
Márcia Stival Assessoria
Reprodução internet
Na última semana, o chileno Jorge Valdivia, ex-jogador do Palmeiras, teve que ser internado às pressas em uma Unidade Psiquiátrica na Clínica da Universidade Católica do Chile, devido à uma crise de pânico. Após passar três dias no hospital, o atleta usou as redes sociais para desabafar: “Agradeço a todas e todos pelas mensagens e demonstrações de carinho. É bom pedir ajuda em situações complexas. O importante é conseguir detectar a tempo que precisamos da orientação de um profissional de saúde mental. Como conselho, não espere colapsar para pedir ajuda”, escreveu o ex-jogador.

O psicólogo Alexander Bez, especialista em Ansiedade e Síndrome do Pânico pela Universidade da Califórnia (UCLA), explica que essa é uma patologia que pode mesmo aparecer de uma hora para outra: “No momento atual, o ídolo do Palmeiras luta contra a Síndrome do Pânico, que o remeteu a uma internação emergencial, sendo as manifestações psicológicas extremamente severas. Uma crise de pânico não começa de maneira gradual, nem tão pouco se apresenta de forma suave na primeira ou na segunda sintomatologia, sendo os sintomas cruéis e sem explicação aparente de serem.”.

Bez ainda reitera que “a Síndrome do Pânico é uma manifestação mental integralmente psicológica, sem nenhum contexto neurológico-biológico”. De acordo com o psicólogo, essa síndrome é a representação máxima do Transtorno de Ansiedade, sendo a internação de Valdivia totalmente procedente, posto que dependendo da “virulência psicológica”, a administração de ansiolíticos via intravenosa é requerida.

Taquicardia, elevação da pressão arterial, tonturas, desconforto gastrointestinal, agitação e insônia são apenas algumas das sintomatologias apresentadas durante uma crise de pânico. Porém, “nada é tão letal para o paciente de pânico, como a sensação iminente de morte”.

O protocolo de tratamento mais correto é a psicoterapia psicanalítica, ansiolíticos e betabloqueadores. “A Síndrome do Pânico tem níveis e graduações diferentes, porém nenhuma leve, em função dessa condição psicológica a manutenção e a continuação do tratamento devem ser realizadas, porque ao mesmo tempo em que essas sintomatologias podem entrar num estado de remissão, elas também podem entrar em constantes etapas (não cronologicamente determinadas), compostas por recaídas!”, finaliza o especialista.
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