22/05/2024 às 10h11min - Atualizada em 23/05/2024 às 00h00min

O uso da Inteligência Artificial na prevenção de desastres ambientais

Casos como o do Rio Grande do Sul apontam a necessidade de tecnologias que possam prever desastres climáticos

PHILIPE ALVES
Reprodução

O Rio Grande do Sul, está enfrentando uma crise climática sem precedentes, com chuvas intensas na região que causaram alagamentos de 6 metros de altura, estradas e pontes destruídas, além do fechamento de aeroportos e comércios de boa parte do estado. Até então, mais de 400 cidades foram atingidas, ultrapassando 2 milhões de pessoas afetadas e deixando cerca de 540 mil desalojadas. Diante de catástrofes como esta, a Inteligência Artificial (IA) tem sido desenvolvida para trazer previsões capazes de auxiliar na prevenção de desastres climáticos e amenizar seus efeitos.

Para o especialista em IA e CEO da MadeinWeb, Vinicius Gallafrio, já é possível que a ferramenta seja usada para anteceder esse tipo de desastre ambiental: “a Inteligência Artificial pode ser utilizada para analisar imagens aéreas e identificar áreas de risco, desmatamentos e movimentações de terra. Com isso, podemos realizar uma análise detalhada das imagens, filtrando-as e fornecendo insights acionáveis para as pessoas. Essas análises podem reduzir a quantidade de área que necessita de cobertura e facilitar a tomada de decisões eficazes”, explica o executivo.

Com os avanços tecnológicos, a IA é capaz de analisar grandes conjuntos de dados climáticos, identificando padrões essenciais para antecipar variações anormais com semanas de antecedência. “Em casos de catástrofes ambientais, a IA pode cruzar esses milhares de dados com previsões de chuva e históricos de outros desastres. a máquina possui a capacidade de analisar milhares de parâmetros, simular todos os cenários possíveis e direcionar alertas dentro dos sistemas de alerta das cidades, a fim de alertar a população e as autoridades competentes, permitindo que possam antecipar o problema”, comenta Gallafrio. 

De acordo com a Organização Meteorológica Mundial (OMM), a robótica e a Inteligência Artificial estão na dianteira das soluções inovadoras para a mitigação de riscos de desastres e o desenvolvimento de um sistema de alerta para inúmeros riscos, oferecendo suporte a diversos países na prevenção desses eventos. Conforme plano estratégico da Organização para 2024-2027, a IA será a principal ferramenta para promover avanços científicos e tecnológicos.

Segundo o CEO da MadeinWeb, para uma instituição ou governo, a implantação destas tecnologias pode ser acessível: “não seria um custo muito diferente de outros investimentos feitos na área da tecnologia, pois não se trata de uma tecnologia extremamente recente ou algo que está inacessível para grande parte da população. É algo bastante difundido e que as empresas usam, então, acredito que tenha bastante viabilidade, não teria nada restritivo para ser implementado”

De acordo com a Federação Internacional da Cruz Vermelha, estima-se que o Rio Grande do Sul vai levar pelo menos um ano para reconstruir as áreas afetadas pela enchente. Além disso, serão necessários cerca de R$19 bilhões para a reconstrução das regiões atingidas pela catástrofe ambiental. No começo deste ano a Organização das Nações Unidas (ONU) lançou a iniciativa "Alertas Antecipados para Todos" cujo objetivo é garantir a proteção global contra eventos climáticos de risco até 2027, utilizando IA para aprimorar sistemas de alerta precoce e minimizar impactos.


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PHILIPE ALVES REIS
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