15/05/2024 às 11h18min - Atualizada em 19/05/2024 às 00h01min

Adenomiose: conheça os tipos de tratamento

Com maior incidência em mulheres com mais de 40 anos, a doença também pode afetar pacientes mais jovens

ISABELA MANOCCHIO
Dr. Thiers Soares
Foto do banco de dados da freepik
 

Maio de 2024 - Dados do Ministério da Saúde apontam que o Sistema Único de Saúde (SUS) realizou 15.822 mil procedimentos ambulatoriais e 7.632 mil procedimentos hospitalares no ano de 2023 para realizar o diagnóstico de adenomiose, um problema de saúde pouco conhecido entre as mulheres. Na comparação entre os anos de 2023 com 2019, houve um aumento de 73% nos atendimentos em ambulatórios do SUS da doença adenomiose. Já a realização de procedimentos hospitalares teve um aumento de 28% no mesmo período.

 

A adenomiose é uma doença em que o tecido endometrial cresce dentro das paredes musculares do útero, causando dor e problemas de fertilidade. A descoberta de um diagnóstico de adenomiose já é responsável por gerar uma série de emoções, e a possibilidade de um procedimento cirúrgico pode intensificar a ansiedade e a insegurança em muitas mulheres.

 

Essa incerteza em torno da intervenção cirúrgica pode criar um ambiente de apreensão, principalmente quando se considera os desafios físicos e emocionais associados ao tratamento da adenomiose. Muitas mulheres, ao se depararem com essa possibilidade, enfrentam dilemas e preocupações sobre o impacto da cirurgia em suas vidas, desde a recuperação física até as implicações emocionais associadas à decisão de passar por um procedimento invasivo.

 

A abordagem terapêutica para a adenomiose pode variar, e nem todas as mulheres diagnosticadas precisam passar por uma cirurgia. De acordo com o médico ginecologista Dr. Thiers Soares, especialista em adenomiose, métodos menos invasivos, como terapias medicamentosas e outros procedimentos, também podem ser considerados, mas isso vai depender da gravidade dos sintomas e das necessidades individuais da paciente. São eles:

 
  • Medicamentos para Alívio Sintomático - se os sintomas da adenomiose forem de leves a moderados, a abordagem inicial pode envolver medicamentos, como anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), prescritos pelo médico. Embora esses medicamentos ajudem a aliviar a dor e reduzir o sangramento, é importante observar que eles não tratam a condição em sua totalidade;
     
  • Terapia Hormonal para Controle dos Sintomas - terapias hormonais oferecem alternativas eficazes para controlar os sintomas da adenomiose. Dispositivos intrauterinos liberadores de levonorgestrel (DIU-LNG), medicamentos hormonais combinados (estrogênio + progesterona) ou progesterona isolada são opções que ajudam a controlar o crescimento excessivo do tecido endometrial, contribuindo para o alívio dos sintomas;
     
  • Abordagens Complementares para Melhorar a Qualidade de Vida - além dos tratamentos médicos convencionais, outras opções, como fisioterapia, acupuntura e uma dieta anti-inflamatória podem ser exploradas para melhorar a qualidade de vida das pacientes com adenomiose. Essas abordagens complementares podem ser associadas para oferecer um tratamento mais completo para essa condição.
 

Ao optar por uma cirurgia para tratar a adenomiose, os procedimentos minimamente invasivos são as opções mais inovadoras e eficazes. A retirada cirúrgica da adenomiose, especialmente por meio da via robótica, se destaca como uma abordagem cirúrgica avançada, pois proporciona benefícios como menor tempo de recuperação e menor impacto nos tecidos circundantes.

 

Já a ablação por radiofrequência é uma técnica inovadora, que oferece uma alternativa de tratamento ao destruir termicamente a adenomiose. É essencial destacar, no entanto, que esses procedimentos cirúrgicos reduzem parcialmente a adenomiose, já que traz alívio dos sintomas e melhora a qualidade de vida, mas a cura definitiva só é alcançada com a retirada do útero, conhecida como histerectomia.

 

A escolha entre as opções cirúrgicas deve ser cuidadosamente discutida e considerada em colaboração com o médico, que deve levar em consideração as necessidades específicas de cada paciente. A decisão deve refletir não apenas a eficácia clínica, mas também os objetivos reprodutivos, as preferências individuais e o impacto potencial na qualidade de vida da mulher afetada pela adenomiose.

 

Sobre o Dr. Thiers Soares

Doctor Honoris Causa pela Universidade Victor Babes/Romênia, Dr. Thiers Soares, graduado em Medicina pela Fundação Universitária Serra dos Órgãos (2001), é ginecologista especialista em doenças como Endometriose, Adenomiose e Miomas. Também é médico do setor de endoscopia ginecológica (Laparoscopia, Robótica e Histeroscopia) do Hospital Universitário Pedro Ernesto (Universidade do Estado do Rio de Janeiro - UERJ). O especialista é membro honorário da Sociedade Romena de Cirurgia Minimamente Invasiva em Ginecologia, membro honorário da Sociedade Búlgara de Cirurgia Minimamente Invasiva, membro honorário da Sociedade Romeno-Germânica de Ginecologia e Obstetrícia e membro da diretoria e comitês de duas das maiores sociedades mundiais em cirurgia minimamente invasiva em ginecologia (SLS  e AAGL). O Dr. Thiers Soares foi um dos responsáveis por trazer para o Brasil a técnica de Ablação por Radiofrequência dos Miomas Uterino, um tratamento moderno e eficaz, que causa a destruição térmica de tumores uterino


 

Notícia distribuída pela saladanoticia.com.br. A Plataforma e Veículo não são responsáveis pelo conteúdo publicado, estes são assumidos pelo Autor(a):
ISABELA MANOCCHIO SANTOS
[email protected]


Link
Notícias Relacionadas »
Comentários »
Comentar

*Ao utilizar o sistema de comentários você está de acordo com a POLÍTICA DE PRIVACIDADE do site https://jornalamanhecer.com.br/.