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Antes da viagem para a Itália, onde se encontrou pela primeira vez com o Papa Leão XIV, o presidente Lula ordenou um freio de arrumação em sua base de apoio a fim de expurgar aqueles que não pretendem apoiá-lo na campanha pela reeleição.
Foi uma reação à decisão da Câmara de enterrar a medida provisória (MP) que taxava aplicações financeiras, bets e fintechs. Se fosse aprovado, o aumento de tributos ajudaria o governo a cumprir as metas fiscais de 2025 e 2026 e, mais importante, patrocinar ações de forte apelo popular.
Ciente disso, a oposição e setores do Centrão fizeram a MP perder o prazo de validade, impedindo que Lula tivesse 17 bilhões de reais adicionais para gastar em 2026. Como se sabe, os articuladores do revés aplicado ao governo sonham com uma candidatura presidencial do governador de São Paulo, Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos).
Toma lá, dá cá
Com o mapa de votação da MP em mãos, a ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, passou a demitir de órgãos, autarquias e bancos públicos quadros indicados por parlamentares que não defenderam a MP. A tesourada atingiu integrantes de União Brasil, PP, Republicanos, PSD e MDB, que juntos controlam onze ministérios, mas foi feita com muita cautela.
Um dos deputados mais poderosos do país, o ex-presidente da Câmara Arthur Lira, que não participou da votação, manteve o nome indicado por ele para o comando da Caixa, que tem mais peso eleitoral do que muitos ministérios.
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A articulação política de Lula decidiu não comprar briga com o deputado porque sabe que ele pode atrapalhar o avanço de medidas destinadas a impulsionar a candidatura à reeleição do presidente. Diante do precedente envolvendo Dilma Rousseff e Eduardo Cunha, o PT passou a escolher com mais critério as suas brigas.
Outro fator explica por que a retaliação tem limites. Desde o início de seu terceiro mandato, Lula sabe que nunca contaria com o apoio integral do Centrão nas votações no Congresso. O presidente também sabe que dificilmente fechará uma coligação formal com PSD, MDB e Republicanos, por exemplo, em 2026.
A prioridade dele é ter a ajuda de pelo menos parte dessas legendas, como ocorreu em 2022. Por isso, vale retaliar com moderação e engolir alguns sapos.
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Foi uma reação à decisão da Câmara de enterrar a medida provisória (MP) que taxava aplicações financeiras, bets e fintechs. Se fosse aprovado, o aumento de tributos ajudaria o governo a cumprir as metas fiscais de 2025 e 2026 e, mais importante, patrocinar ações de forte apelo popular.
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Com o mapa de votação da MP em mãos, a ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, passou a demitir de órgãos, autarquias e bancos públicos quadros indicados por parlamentares que não defenderam a MP. A tesourada atingiu integrantes de União Brasil, PP, Republicanos, PSD e MDB, que juntos controlam onze ministérios, mas foi feita com muita cautela.
Um dos deputados mais poderosos do país, o ex-presidente da Câmara Arthur Lira, que não participou da votação, manteve o nome indicado por ele para o comando da Caixa, que tem mais peso eleitoral do que muitos ministérios.
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Outro fator explica por que a retaliação tem limites. Desde o início de seu terceiro mandato, Lula sabe que nunca contaria com o apoio integral do Centrão nas votações no Congresso. O presidente também sabe que dificilmente fechará uma coligação formal com PSD, MDB e Republicanos, por exemplo, em 2026.
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